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·08 julho 2018·

Leitura bíblica aleatória

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Oséias 4:

·Introdução[1]·Conteúdo[2] ·Mensagem[3] ·Origem[4]

¹ O SENHOR Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo: - Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus. ²Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam.

[Ouvi a palavra do SENHOR, vós filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra; porque na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus. Só permanecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar e o adulterar; fazem violência, um ato sanguinário segue imediatamente a outro.]

Os 4

1 O SENHOR Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo: - Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus.

2 Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam.

3 Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes.

4 O SENHOR Deus diz: - Não acusem nem repreendam o meu povo. A minha acusação é contra vocês, sacerdotes.

5 Dia e noite, vocês andam sem rumo, e os profetas fazem o mesmo. Vou acabar com Israel, a mãe de vocês.

6 O meu povo não quer saber de mim e por isso está sendo destruído. E vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram as minhas leis; portanto, eu não os aceito mais como meus sacerdotes, nem aceitarei os seus filhos como meus sacerdotes.

7 - Quanto maior é o número de sacerdotes, maior também é o número de pecados que cometem; por isso vou fazer a glória deles virar desgraça.

8 Eles ganham a vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque.

9 Portanto, os sacerdotes sofrerão o mesmo castigo que vou fazer cair sobre o meu povo. Vou castigá-los, e eles terão de pagar pelo mal que fizeram.

10 Os sacerdotes estão me abandonando e adorando outros deuses. Por isso comerão dos sacrifícios que o povo me oferece, mas não ficarão satisfeitos; adorarão os deuses da fertilidade, mas não terão filhos.

11 Deus diz: - O meu povo está perdendo o juízo porque anda bebendo muito vinho.

12 Pedem a um pedaço de pau que revele o futuro e fazem perguntas a uma coluna de madeira. Eles me abandonaram. Como uma mulher que se torna prostituta, eles me abandonaram e se entregaram a deuses pagãos.

13 Oferecem sacrifícios nos altares pagãos no alto dos montes e ali queimam incenso debaixo dos carvalhos e de outras árvores cheias de folhas, onde a sombra é tão gostosa. - E assim as suas filhas viram prostitutas, e as suas noras cometem adultério.

14 Mas nem por isso eu as castigarei; pois vocês, homens, têm encontros com prostitutas nos templos pagãos e vão com elas oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. E assim um povo sem juízo caminha rápido para a destruição!

15 - O povo de Israel está sendo infiel a mim, mas espero que o povo de Judá não seja culpado do mesmo pecado. Não adorem em Gilgal ou em Bete-Avém, nem façam ali promessas em nome do SENHOR Deus, que vive para sempre.

16 O povo de Israel é teimoso como uma vaca brava. Não posso cuidar do meu povo como um pastor cuida das ovelhas num pasto grande.

17 O meu povo se entrega à adoração de ídolos, e não se pode fazer nada quanto a isso.

18 Eles ficam embriagados e se entregam à imoralidade, levando assim uma vida de desonra.

19 Um vento os carregará para longe, e ficarão com vergonha da sua idolatria.

 

Marcos 14:

·Introdução[5].Conteúdo[6] .Mensagem[7] .Origem[8]

55 Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando encontrar alguma acusação contra Jesus a fim de o condenarem à morte. Mas não conseguiram nenhuma. 56 Muitos diziam mentiras contra ele, mas as suas histórias não combinavam umas com as outras. 57 Alguns se levantaram e acusaram Jesus com mentiras. Eles diziam:

[E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes. E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:]

Mc 14

1 Faltavam dois dias para a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito de prender Jesus em segredo e matá-lo.

2 Eles diziam: - Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo.

3 Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro, cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus.

4 Alguns que estavam ali ficaram zangados e disseram uns aos outros: - Que desperdício!

5 Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata, que poderiam ser dadas aos pobres. Eles criticavam a mulher com dureza,

6 mas Jesus disse: - Deixem esta mulher em paz! Por que é que vocês a estão aborrecendo? Ela fez para mim uma coisa muito boa.

7 Pois os pobres estarão sempre com vocês, e, em qualquer ocasião que vocês quiserem, poderão ajudá-los. Mas eu não estarei sempre com vocês.

8 Ela fez tudo o que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o meu sepultamento.

9 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada.

10 Judas Iscariotes, que era um dos doze discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes para combinar como entregaria Jesus a eles.

11 Quando ouviram o que ele disse, eles ficaram muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele. Assim Judas começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus.

12 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: - Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?

13 Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem: - Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem

14 e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?"

15 Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.

16 Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa.

17 Quando anoiteceu, Jesus chegou com os doze discípulos.

18 Enquanto estavam à mesa, no meio do jantar, ele disse: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês, que está comendo comigo, vai me trair.

19 Eles ficaram tristes e, um por um, começaram a perguntar: - O senhor não está achando que sou eu, está?

20 Jesus respondeu: - É um de vocês. É o que está comendo no mesmo prato que eu.

21 Pois o Filho do Homem vai morrer da maneira como dizem as Escrituras Sagradas; mas ai daquele que está traindo o Filho do Homem! Seria melhor para ele nunca ter nascido!

22 Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: - Peguem; isto é o meu corpo.

23 Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho.

24 Então Jesus disse: - Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo.

25 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.

26 Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.

27 E Jesus disse aos discípulos: - Todos vocês vão fugir e me abandonar, pois as Escrituras Sagradas dizem: "Matarei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas."

28 Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vocês para a Galiléia.

29 Então Pedro disse a Jesus: - Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem!

30 Mas Jesus lhe disse: - Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece.

31 Mas Pedro repetia com insistência: - Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor! E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.

32 Jesus e os discípulos foram a um lugar chamado Getsêmani. E Jesus lhes disse: - Sentem-se aqui, enquanto eu vou orar.

33 Então Jesus foi, levando consigo Pedro, Tiago e João. Aí ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição

34 e disse a eles: - A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar. Fiquem aqui vigiando.

35 Ele foi um pouco mais adiante, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e pediu a Deus que, se possível, afastasse dele aquela hora de sofrimento.

36 Ele orava assim: - Pai, meu Pai, tu podes fazer todas as coisas! Afasta de mim este cálice de sofrimento. Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.

37 Depois voltou e encontrou os três discípulos dormindo. Então disse a Pedro: - Simão, você está dormindo? Será que não pode vigiar nem uma hora?

38 Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir.

39 Jesus foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.

40 Em seguida, voltou ao lugar onde os discípulos estavam e os encontrou de novo dormindo. Eles estavam com muito sono e não conseguiam ficar com os olhos abertos. E não sabiam o que responder a Jesus.

41 Quando voltou pela terceira vez, Jesus perguntou: - Vocês ainda estão dormindo e descansando? Basta! Chegou a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos maus.

42 Levantem-se, e vamos embora. Vejam! Aí vem chegando o homem que está me traindo!

43 Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos doze discípulos. Vinha com ele uma multidão armada com espadas e porretes, que tinha sido mandada pelos chefes dos sacerdotes, pelos mestres da Lei e pelos líderes judeus.

44 O traidor tinha combinado com eles um sinal. Ele tinha dito: "Prendam e levem bem seguro o homem que eu beijar, pois é ele."

45 Logo que chegou perto de Jesus, Judas disse: - Mestre! E o beijou.

46 Então eles pegaram Jesus e o prenderam.

47 Mas um dos que estavam ali tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou uma orelha dele.

48 Então Jesus disse para aquela gente: - Vocês vêm com espadas e porretes para me prenderem como se eu fosse um bandido?

49 Eu estava com vocês todos os dias, ensinando no pátio do Templo, e vocês não me prenderam. Mas isso está acontecendo para se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem.

50 Então todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram.

51 Um jovem, enrolado num lençol, seguia Jesus. Alguns tentaram prendê-lo,

52 mas ele largou o lençol e fugiu nu.

53 Em seguida, levaram Jesus até a casa do Grande Sacerdote, onde estavam reunidos os chefes dos sacerdotes, alguns líderes dos judeus e alguns mestres da Lei.

54 Pedro seguiu Jesus de longe e entrou no pátio da casa do Grande Sacerdote. Ele sentou-se perto do fogo, com os guardas, para se esquentar.

55 Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando encontrar alguma acusação contra Jesus a fim de o condenarem à morte. Mas não conseguiram nenhuma.

56 Muitos diziam mentiras contra ele, mas as suas histórias não combinavam umas com as outras.

57 Alguns se levantaram e acusaram Jesus com mentiras. Eles diziam:

58 - Nós ouvimos quando ele disse: "Vou destruir este Templo que foi construído por seres humanos e, em três dias, levantarei outro que não será construído por seres humanos."

59 Mesmo assim as suas histórias não combinavam umas com as outras.

60 Aí o Grande Sacerdote se levantou no meio de todos e perguntou a Jesus: - Você não vai se defender dessa acusação?

61 Mas Jesus ficou calado e não respondeu nada. Então o Grande Sacerdote tornou a perguntar: - Você é o Messias, o Filho do Deus Bendito?

62 Jesus respondeu: - Sou. E vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo com as nuvens do céu!

63 Aí o Grande Sacerdote rasgou as suas próprias roupas e disse: - Não precisamos mais de testemunhas!

64 Vocês ouviram esta blasfêmia contra Deus! Então, o que resolvem? Todos estavam contra Jesus e aí o condenaram à morte.

65 Então alguns começaram a cuspir nele. Cobriam o rosto dele, davam bofetadas nele e perguntavam: - Quem foi que bateu em você? Adivinhe! E também os guardas o pegaram e lhe deram bofetadas.

66 Pedro ainda estava lá embaixo no pátio, quando apareceu uma das empregadas do Grande Sacerdote.

67 Ela viu Pedro se esquentando perto do fogo, olhou bem para ele e disse: - Você também estava com Jesus de Nazaré.

68 Mas ele negou, dizendo: - Eu não o conheço. Não sei do que é que você está falando. E saiu para o corredor. Naquele momento, o galo cantou.

69 Quando a empregada viu Pedro ali, começou a dizer aos que estavam perto: - Este homem é um deles.

70 Mas ele negou outra vez. Pouco depois, as pessoas que estavam ali disseram de novo a Pedro: - Não há dúvida de que você é um deles, pois você também é da Galiléia.

71 Aí Pedro disse: - Juro que não conheço esse homem de quem vocês estão falando! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!

72 Naquele instante o galo cantou pela segunda vez, e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: "Antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece." Então Pedro caiu em si e começou a chorar.









[1]·Introdução Oséias é o primeiro dos últimos doze livros do AT, que são chamados de “Os Profetas Menores”. Isto não quer dizer que esses livros sejam menos importantes, mas que são mais curtos dos que os livros dos outros grandes profetas, Isaías, Jeremias e Ezequiel. O nome “Oséias” em hebraico quer dizer “ele (o SENHOR) salva” ou “ele ajuda”. Oséias profetizou durante uns vinte anos, isto é, mais ou menos de 750 a 730 a.C., começando uns cinco anos antes do fim do reinado de Jeroboão II, rei de Judá (783 a 743 a.C.), e terminando uns cinco anos antes da conquista de Samaria, a capital do Reino do Norte, pelos assírios em 722 a.C. Ele anunciou as mensagens de Deus ao povo de Israel, o Reino do Norte, mas incluiu também o povo de Judá, o Reino do Sul (1.7,11; 4.15; 5.5,10,12,13-14; 6.4,11; 8.14; 10.11-12; 12.2).

[2]·Conteúdo O livro começa (caps. 1—3) com a dolorosa experiência de Oséias, que, em obediência à ordem de Deus, casa com Gomer, uma prostituta “sagrada” do templo de Baal, o deus cananeu da fertilidade. Desse casamento nascem dois filhos e uma filha, que recebem nomes simbólicos: “Jezreel” (1.4), “Não-Amada” (ver 1.6, n.) e “Não-Meu-Povo” (ver 1.9, n.). Depois, a sua esposa o abandona; mas, novamente em obediência à ordem de Deus, Oséias vai atrás dela e faz com que ela volte a ser a sua esposa. Essa experiência triste leva Oséias a compreender e a proclamar, com vigor e eloqüência, o amor de Deus para com o seu povo desobediente e rebelde (caps. 4—14). O pecado de Israel e de Judá é duplo: 1) em vez de adorarem o SENHOR, o seu Deus, eles passaram a adorar os deuses da fertilidade, porque pensavam que esses deuses lhes dariam terras frutíferas e animais férteis; 2) em vez de dependerem do SENHOR para salvá-los dos seus inimigos, eles foram buscar a ajuda dos países mais fortes, especialmente o Egito e a Assíria (14.3). Oséias anuncia que Deus vai castigar o seu povo. Em palavras solenes e duras (9.15-17), ele condena o povo de Israel e o povo de Judá e promete que Deus os abandonará e os entregará nas mãos dos seus inimigos. Mas o amor de Deus é mais forte do que a sua justiça: Deus não abandonará o seu povo para sempre, e virá o dia em que ele será, de novo, o Deus deles e eles serão seus filhos (11.1-11). Com toda razão, Oséias é chamado de “o profeta do amor de Deus”.

[3]·Mensagem 2.1. A mensagem mais importante deste livro é que Deus ama o seu povo com amor que não tem fim. Deus é como um marido dedicado, que vai atrás da sua esposa infiel (ver 2.14-23, n.); é como um pai ou uma mãe, que nunca abandona o filho, por mais rebelde que ele seja (11.1-4,8-9). Em todo o AT, estas são as mais eloqüentes passagens a respeito do amor de Deus pelo seu povo. Esse perfeito amor proclamado por Oséias se fez carne em Jesus. 2.2. Mas Deus respeita a liberdade do ser humano e não força o seu povo a aceitar o seu amor. É preciso, no entanto, que eles confessem os seus pecados, e se arrependam, e, assim, voltem para ele. A última mensagem de Oséias para o povo é justamente esta: “Povo de Israel, volte para o SENHOR, seu Deus! Você caiu porque pecou. (14.1-2)Voltem para Deus”.

[4]·Origem A maioria dos estudiosos pensa que o mais provável é que o livro tenha sido escrito em Judá, o Reino do Sul, depois da conquista de Samaria, a capital do Reino do Norte, pelos assírios em 722 a.C.

[5].Introdução O Evangelho de Marcos começa dizendo aos leitores que o assunto do livro é a boa notícia a respeito de Jesus Cristo, isto é, a boa notícia de que, com a vinda de Jesus, chegou o tempo em que Deus vai trazer salvação para a humanidade (1.15). O livro traz um relato das palavras e ações de Jesus de Nazaré, mas não chega a ser uma biografia dele. Isso porque descreve apenas um ano ou um pouco mais da vida de Jesus (caps. 1—10). Além disso, mais de um terço do livro trata da última semana de Jesus em Jerusalém e seus arredores (caps. 11—15). O livro não diz nada a respeito do nascimento de Jesus e dos primeiros anos de sua vida. Quando Jesus aparece no livro, ele já é um adulto maduro que vai a João Batista para ser batizado por ele. O interesse do autor não é tanto dar um relato completo e em ordem das coisas que Jesus fez e disse; ele quer mesmo é proclamar o evangelho, dizer que Jesus é o Messias, o Salvador que deu a sua vida “para salvar muita gente” (10.45).

[6].Conteúdo Marcos é o mais curto dos quatro Evangelhos, e quase todo o seu conteúdo aparece também em Mateus, ou Lucas, ou nos dois. Entre os trechos que aparecem só em Marcos estão a parábola da semente (4.26-29), a cura do surdo-mudo (7.31-37) e a cura do cego de Betsaida (8.22-26). No entanto, as histórias contadas em Marcos tendem a ter uma maior riqueza de detalhes e são, em muitos casos, mais longas do que as mesmas histórias em Mateus e Lucas. Exemplos disso são a morte de João Batista (6.14-29), a cura de um menino (9.14-29) e a discussão sobre o mandamento mais importante (12.28-34). Outro aspecto interessante de Marcos é que a história avança com fluência e rapidez. Jesus aparece de repente na Judéia, onde se junta às pessoas que estão sendo batizadas por João Batista no rio Jordão. E assim tão de repente também ele volta para a Galiléia, onde anuncia a mensagem de que o Reino de Deus está para chegar logo. Jesus não perde tempo: ele vai com os seus seguidores, doze homens e várias mulheres (15.40-41), de um lugar para o outro, ensinando, curando e expulsando demônios. Não se sabe ao certo quanto tempo ele ficou trabalhando na Galiléia, pois não são muitas as referências à passagem do tempo (1.21,35; 2.1; 4.3-5; 8.1; 9.2). Só quando Jesus vai para a Judéia é que se tem notícia de uma festa anual — a Festa da Páscoa (14.1). Os discípulos de Jesus não entendem as suas ações e os seus ensinamentos (4.40-41; 6.48-52; 8.31-33; 9.32), e os líderes religiosos logo ficam contra ele (2.6,24; 3.6,22; 7.1-13; 8.11-12). Não demora muito e Jesus começa a dizer que ele vai.

[7].Mensagem Jesus aparece neste Evangelho como alguém que sabe muito bem o que são os sentimentos e as emoções do ser humano (Hb 2.17). Jesus fica zangado (1.43-44; 3.5; 10.14), é impaciente (7.18; 8.17-21), fica admirado (6.6) e se irrita (8.12). Ele repreende Pedro (8.33), critica pessoas que não têm fé (9.19), amaldiçoa a figueira (11.14,21), confessa não saber o dia e a hora do Juízo final (13.32) e sente angústia e aflição (14.33-34). Mas ele tem também poder e autoridade e vai por todos os lugares anunciando a boa notícia a respeito do Reino de Deus, ensinando (1.22), curando (1.31,41-42) e expulsando demônios (1.25-27; 3.12). No entanto, Jesus é mais do que tudo isso. Ele é também o Messias, o Filho de Deus, o Filho do Homem. Filho do Homem é o título que aparece mais vezes, sendo usado somente por Jesus. Esse misterioso título aparece em Dn 7.13-14 (“um ser parecido com um homem”), onde é usado para falar sobre o ser celestial a quem Deus dá o domínio sobre o mundo inteiro. Em Dn 7.18,22,27, o ser celestial é figura do povo do Deus Altíssimo. No Evangelho de Marcos, esse título aponta para três aspectos da missão de Jesus: 1) ele age com o poder de Deus (2.10,28); 2) ele será rejeitado, vai sofrer e morrer (8.31; 9.9,12,31; 10.33,45; 14.21,41); 3) ele voltará com poder e glória (8.38; 13.26; 14.62).

[8].Origem Não se sabe ao certo quem escreveu este Evangelho, pois o nome do autor não aparece no texto bíblico. Segundo uma antiga tradição, o livro foi escrito por João Marcos, de Jerusalém, companheiro de trabalho de Paulo e Barnabé (At 12.12,25; 13.5; 15.37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11; 1Pe 5.13). A maioria dos estudiosos acredita que Marcos foi escrito ainda antes de Jerusalém ser destruída pelos romanos em 70 d.C. e que este Evangelho esteve à disposição dos autores de Mateus e Lucas. A tradição diz que este Evangelho foi escrito em Roma. A ênfase que se dá ao sofrimento de Jesus e às perseguições que os seus seguidores vão ter de enfrentar parece sugerir que Marcos foi escrito especialmente para cristãos que enfrentavam dificuldades e perseguições. Este era o caso dos cristãos de Roma no tempo do Imperador Nero, entre 54 e 69 d.C. .